Podres de Mimados

Hello galera, hoje teremos mais uma resenha de livro técnico e esse particularmente me agradou muito, por eu não ser uma pessoa que gosta de demonstrar emoções e sentimentos em público. Espero que gostem! 🙂

Em Podres de Mimados Theodore Dalrymple critica o excesso de sentimentalismo público, que se originou do movimento romancista do século XVIII e XIX e pelo famoso filósofo Jean-Jacques Rousseau, dono da famosa frase ” o homem nasce bom, a sociedade o corrompe”.

Antes de adentrar no assunto de sentimentalismo, irei explicar o que é romantismo:

O romantismo foi um movimento artístico, político e filosófico, surgido nas ultimas décadas do século XVIII na Europa que durou boa parte do século XIX. O romantismo tinha como marcas principais o sentimentalismo, a supervalorização das emoções, o subjetivismo e egocentrismo.

Já o filósofo Jean-Jacques Rousseau incentivava o abandono da vida nas cidades burguesas em favor de uma vida mais próxima da pureza do homem do campo, pobre e sem acúmulo de riquezas materiais desnecessárias e fruto do egoísmo burguês.

E justamente essa mentalidade romântica teve grande impacto no governo, na mídia, na literatura e nas universidades, se tornando assim “política da vítima” como escreve o autor do prefácio, que acabou por constituir numa desculpa para a incapacidade de enfrentar a vida adulta.

Ok Flávia, mas qual o sentimentalismo que o autor critica?

De acordo com Dalrymple é aquele não basta derramar uma lágrima em particular, longe da vista alheia, é necessário faze-lo, ou seu equivalente moderno, à plena visão do público.

E assim, o autor trás inúmeros exemplos em que a população cobrou demonstrações de emoções de figuras conhecidas, como por exemplo:

A Rainha Elizabeth na morte da Lady Di, em que o a população inglesa a criticou por não demonstrar sua tristeza e luto em público, por mais que tal atitude constituísse quebra de protocolo.

Outro exemplo que o autor traz, foi no caso de Madeleine Mccan, que sumiu em Algarve Portugal, por volta dos anos de 2007, um caso que existe muitas teorias da conspiração, por nunca terem achado a menina. A mãe fora muito criticada, por não aparecer para as câmeras e público chorando em desespero pelo seu luto, tendo sido até acusada, em uma matéria do New York Times, de que poderia ser a culpada pelo sumiço da criança, pelo simples fato de controlar suas emoções em frente as câmeras.

Dalrymple conta também casos em que pessoas escreveram biografias contando sua passagem pelo campo de concentração, e essas pessoas ficaram famosas por sua história inspiradora e triste, dando entrevistas na televisão e rádio e comovendo inúmeras pessoas. Porém, ficou descoberto mais tarde, que essas pessoas nunca nem passaram perto de um campo de concentração e que somente tinham intenção de entrar em um papel de vitima para que a sociedade sentisse pena dela, pois a sociedade tende a criar afeição e se solidarizar por quem passa por um momento de dor.

Uma critica muito boa que o autor faz também é quando o sentimentalismo se torna um fenômeno público da massa. Nesse caso, o sentimentalismo é agressivo e exigem que todos tomem parte. Uma pessoa que se recusa, afirmando acreditar que a causa objeto seja digna se exibição demonstrativa, torna-se praticamente inimigo do povo. É como se essas pessoas estivessem se recusando em reconhecer o velho adágio A Voz do Povo é a Voz de Deus, Vox Populi Vox Dei. E assim o sentimentalismo se torna coercitivo, isto é, manipulador de maneira ameaçadora.

Outro ponto importante que o autor trás é sobre a injustiça. Para ser injusto deve haver um julgamento e infelicidade e sofrimento não são evidências de julgamento.

E por último, como advogada, não poderia deixar de passar outro ponto importante o qual o autor aborda. As ações de indenização moral. Muitas pessoas procuram o judiciário para ações de indenização moral por puro vitimismo, pelo simples fato que o que ocorreu com aquela pessoa, por menor que seja, irá dar retorno financeiro a ela, e a pessoa sabendo disso se coloca em situação de vitima e tende até aumentar o problema do objeto da ação.

É isso galera, espero que tenham gostado da resenha. Este livro pode ser encontrado na Amazon pelo valor de R$ 43,00 reais. Aproveitem 🙂

Publicado por Flávia de Oliveira

Olá, meu nome é Flávia de Oliveira, sou uma geminiana de 25 anos, formada em direito e especializada em direito tributário e previdenciário, além dos livros, sou apaixonada por viajar e conhecer novos lugares, ao mesmo tempo que amo maratonar uma série sexta feira a noite eu também amo sair com meus amigos, gosto de ter uma vida saudável e ir para academia (mas nem sempre fui assim), sou do litoral de São Paulo e apaixonada por praia e por fim sou viciada em aprender coisas novas. Tenho o desejo de incentivar cada vez mais as pessoas a buscarem conhecimentos e formarem suas opiniões, por este motivo gravo resenhas dos livros em igtv, lá no instagram, sigam lá e aproveitem.

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